quarta-feira, 8 de julho de 2015

Reinaldo pede a ministro foco em logística de transporte e qualificação

Reinaldo pede a ministro foco em logística de transporte e qualificação


Melhorar as condições de logística, para escoamento de produção, e levar capacitação sobre novas tecnologias a pequenos e médios produtores. Estas são algumas das necessidades que o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), apresentou ao ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, em reunião na manhã desta quarta-feira (8), em Campo Grande.

A agenda é a primeira após a criação, no começo do mês em Goiânia (GO), do Movimento Brasil Central, que reúne os governos do Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal) e do Tocantins. O objetivo é criar uma política específica para região, focado no desenvolvimento econômico.
Reinaldo mostrou preocupação com o modelo de concessões do governo federal na área de transporte. Disse haver projetos de interesse para o Estado, como ramal ferroviário de bitola dupla entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, não contemplados nos planos atuais da União.
Outro problema apontado por Reinaldo é com relação às hidrovias. Ele diz que, priorizando a geração de energia elétrica, trechos na Tietê-Paraná e no Rio Paraguai estão ficando muito tempo sem operação, prejudicando o escoamento da produção agropecuária sul-mato-grossense.
“É preciso levar tudo isso para o governo federal, para que ele entenda a situação do Brasil Central. É preciso que os Estados se unam para isso”, pontua Reinaldo.  Em relação ao modelo de escoamento, os pontos principais são necessidades de melhorar o transporte multimodal, implantar os corredores bioceânicos e incrementar a aviação regional.
Além da questão logística, o governo de Mato Grosso do Sul defende uma ofensiva na educação. Uma das sugestões, disse Reinaldo, é expandir o chamado ‘sistema S’, que envolve Sesc e Senai, por exemplo, para implementar cursos de capacitação sobre “tecnologias futuras de produção” a pequenos e médios produtores.
Foram abordados ainda temas como recuperação de pastagens e fontes de financiamento para o setor. Há a ideia de estabelecer uma fonte própria de recursos na seara dos objetivos do Movimento Brasil Central, além do uso das já existentes, como o FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ações da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste).

Novas agendas

Unger disse que até agosto, quando está prevista nova agenda entre ele e os governadores,em Mato Grosso, deverá apresentar de forma mais delineada as demandas específicas de Mato Grosso do Sul. Em linhas gerais, a missão do ministro é estudar formas de “tornar o Brasil Central, que tem grande potencial de produção, em modelo vanguardista de produção e educação para o Brasil”.
Há outros encontros previstos para discutir a questão, para os meses de outubro e novembro, em Brasília (DF). O ministro reforça que o planejamento em questão visa, principalmente, voltar ações às áreas que o governo chama de “cidades consideradas regiões médias do Brasil”, como foco em tecnologia e educação.



segunda-feira, 6 de julho de 2015

20 franquias para quem pode investir até 20 mil reais

20 franquias para quem pode investir até 20 mil reais



Dinheiro: pessoas seguram notas de Real

São Paulo - Muitos empreendedores buscam o franqueamento como uma forma de tocar uma pequena empresa, já que a modalidade dá uma sensação maior de segurança do que abrir um negócio próprio.  
Para quem quer ter uma franquiae não tem muito capital disponível, as marcas com baixo investimento são as mais atrativas.
Antes de investir, o empreendedor deve pesquisar a fundo sobre o negócio, conversar com outros franqueados e fazer uma avaliação financeira.
Veja, a seguir, 20 redes de franquias que oferecem modelos com investimento inicial de até 20 mil reais. As informações foram fornecidas pelas próprias redes franqueadoras.

domingo, 5 de julho de 2015

Setor de serviços fecha 2014 com menor crescimento histórico

Setor de serviços fecha 2014 com menor crescimento histórico


Transportes de carga


Rio - A receita bruta do setor de serviços cresceu 6,0% em 2014, a menor taxa histórica da série, iniciada em 2012, mostra a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, 20. Em dezembro, houve crescimento de 4,2% sobre dezembro de 2013.
Entre as atividades, a menor evolução foi observada no segmento de serviços de informação e comunicação, cuja receita nominal subiu 3,4% em 2014 em relação ao ano anterior.
Os serviços de transportes, serviços auxiliares de transportes e correio cresceram 6,4% na receita nominal no ano passado. Esse dado, bruto, não desconta a inflação acumulada no período.

Também registraram avanço na receita nominal em 2014 ante 2013 as atividades de outros serviços (6,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (8,5%) e serviços prestados às famílias (9,2%).
Mensal
Na comparação mensal, em dezembro de 2014 uma das atividades que registraram queda nominal na receita em relação a dezembro de 2013 foram os serviços de informação e comunicação, com recuo de 1,2%. Isso quer dizer que, mesmo sem descontar o efeito de aumento de preços, o segmento ficou no vermelho.
Registraram crescimento de receita nominal em dezembro de 2014 ante igual mês de 2013 os serviços prestados às famílias, com alta de 8,9% (a maior taxa nesta comparação desde agosto de 2014, quando subiu 9,0%), os serviços profissionais, administrativos e complementares (10,9%), os serviços de transportes, auxiliares dos transportes e correio (4,8%) e outros serviços, com elevação de 3,2% (a menor taxa nesta base desde junho de 2014, quando a alta foi de 1,1%).
Pesquisa
A PMS foi inaugurada em agosto de 2013, com série histórica desde janeiro de 2012. A pesquisa produz índices nominais de receita bruta, desagregados por atividades e com detalhes para alguns Estados, divididos em quatro tipos principais: o índice do mês frente a igual mês do ano anterior; o índice acumulado no ano; o índice acumulado em 12 meses; e o índice base fixa, comparados à média mensal obtida em 2011.
Ainda não há divulgação de dados com ajuste sazonal (mês contra mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos.
Tópicos: IBGEEstatísticasInfraestruturaLogísticaSetoresServiços diversos




http://exame.abril.com.br/economia/noticias/setor-de-servicos-fecha-2014-com-menor-crescimento-historico

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Indiana Videocon prevê investir US$ 2,5 bi no Brasil

Indiana Videocon prevê investir US$ 2,5 bi no Brasil


Petróleo


Londres - A indiana Videocon Industries planeja investir 2,5 bilhões de dólares em projetos de petróleo e gás no Brasil nos próximos dois ou três anos, disse o presidente do grupo, como parte da estratégia de expansão de negócios.
"A descoberta de petróleo no Brasil é quatro vezes maior do que qualquer campo de petróleo na Índia... Isso é só o começo", disse o bilionário Venugopal Dhoot à Reuters no intervalo de um evento do setor.
Um consórcio que inclui a Videocon e a Petrobras encontrou no início deste ano uma nova reserva de petróleo leve na Bacia de Sergipe, na costa do Nordeste brasileiro.

A Videocon, que tem a maior parte de sua receita proveniente de negócios com bens de consumo duráveis, ampliou a atuação em petróleo e gás nos últimos anos, com investimentos em países como Austrália e Indonésia.
Nos próximos três anos, a Videocon, que também atua em telecomunicações e energia, será conhecida como uma empresa de petróleo e gás, disse Dhoot em uma recente entrevista a um jornal indiano.




http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/indiana-videocon-preve-investir-us-2-5-bi-no-brasil

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sudeco tem R$ 7 bi e quer empresas para investir em logística de MS


Durante 3º reunião do Comitê de Articulação, superintendente afirma que Sudeco quer atrair empresas para realizar obras de infraestrutura logística.(Fotos: Assessoria)

Sudeco tem R$ 7 bi e quer empresas para investir em logística de MS



Com recursos de R$ 7,2 bilhões, a Sudeco(Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) quer atrair empresas para executar obras de infraestrutura logística nos modais ferroviário, aeroviário, hidroviário e ferroviário, além de estrutura de armazenagem, em Mato Grosso do Sul. Do total disponível para investimento, R$ 6 bilhões são referentes do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e R$ 1,2 bilhão doFDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste).
O superintendente da Sudeco, Cleber Ávila falou sobre o tema hoje, durante a 3º reunião do Comitê de Articulação das Secretarias da Área de Atuação da Superintendência, em Campo Grande. Ávila declarou que o foco foi discutir o desenvolvimento regional, as potencialidades e oportunidades que a Superintendência, em parceria com os governos e setor produtivo, para que possa alavancar novos negócios para a Região Centro-Oeste. "Estamos com foco muito forte na infraestrutura e logística, pois não adianta só produzirmos, nós precisamos industrializar e também escoar essa produção", comentou.
O 1º vice-presidente regional da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, defendeu mais recursos para investimentos na faixa de fronteira do Estado com Paraguai e Bolívia. “Entendemos que, somente com a industrialização, vamos criar oportunidades de desenvolvimento dessa região, que já está marcada pela violência e precisa reverter esse quadro", ressaltou.
Segundo a Fiems, Fornari informou ainda que as indústrias de celulose e papel são responsáveis por metade dos R$ 33 bilhões que começam a ser investidos em Mato Grosso do Sul e, por isso, a importância de discutir esse segmento. "Nesse sentido, a Fiems, em nome do setor produtivo, espera que os projetos de desenvolvimento para a industrialização da faixa de fronteira e de apoio às indústrias de celulose e papel sejam acolhidos pela Sudeco”, analisou.
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Jaime Verruck, a reunião pontuou as diretrizes do FCO para 2016 e comentou que o momento é de priorizar. “Fizemos uma avaliação do Fundo até agora e definimos quais as mudanças que podemos realizar ainda neste ano para beneficiar o setor produtivo e, dessa forma, conseguir aplicar 100% dos recursos na nossa economia. Agora, cabe a nós mostrar que esse recurso é fundamental para a diversificação da economia estadual por meio de investimentos dos setores industrial, comercial e de serviços”, finalizou.


http://www.campograndenews.com.br/economia/sudeco-tem-rs-7-bi-e-quer-empresas-para-investir-em-logistica-de-ms

ALL tem prejuízo de R$ 229 milhões no 1º trimestre

ALL tem prejuízo de R$ 229 milhões no 1º trimestre


Prédio da América Latina Logística (ALL)

São Paulo - A América Latina Logística (ALL) teve prejuízo líquido de 229 milhões de reais de janeiro a março, divulgou na noite de segunda-feira, ante resultado positivo de 7,2 milhões de reais no mesmo período um ano antes, segundo resultado reapresentado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), totalizou 255,2 milhões de reais, baixa de 37,4 por cento na mesma base de comparação.
O resultado do primeiro trimestre da empresa ainda foi divulgado separadamente ao da Rumo Logística, já que a união das empresas para formar a Rumo ALL começou na prática no início de abril.

terça-feira, 30 de junho de 2015

7 dicas para melhorar a logística do seu negócio

7 dicas para melhorar a logística do seu negócio

Funcionário controlando o estoque da empresa (logística)


São Paulo - Você já desistiu de comer em um restaurante porque a comida demora para ficar pronta, ou porque sempre tem algum item do menu em falta?
Seus clientes se sentem da mesma forma quando suas expectativas não são cumpridas.
É cada vez mais necessário que as empresas encontrem métodos para aumentar sua eficiência produtiva ou que desenvolvam alguma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, ou serão engolidas pelo mercado em pouco tempo.

Uma boa gestão da cadeia de suprimentos (supply chain) reflete em um aumento de sua eficiência e, por consequência, no aumento da satisfação de seus clientes.
Um modelo de gestão de cadeia de suprimentos deve incluir maneiras de aumentar o rendimento de todas as etapas logísticas que levam até a satisfação do cliente final.
São elas: planejamento do equilíbrio entre oferta e previsão de demanda; seleção e relacionamento com fornecedores; fabricação do produto; armazenagem do produto; entrega do produto; devolução do produto pelo cliente, caso necessário; e serviço de atendimento ao cliente.
Confira abaixo dicas sobre como otimizar alguns elementos da supply chain em sua empresa.
1. Agilidade e controle da linha de produção podem te ajudar a resolver problemas
Primeiro, é necessário que a organização tenha todos os seus processos mapeados, pois somente assim a gestão terá controle total de sua produção.
Neste processo, quanto mais números e informações você tem, mais fácil identifica fragilidades na sua supply chain – por exemplo, se você demora mais que a concorrência para realizar determinada atividade, ou se é dependente de um fornecedor, o que te deixaria em posição desfavorável para negociar custos e prazos.
Mantendo um bom acompanhamento do início ao fim, é possível até prever e agilizar a resolução de possíveis problemas.
2. Compartilhe seu sistema de gerenciamento da cadeia de suprimentos com os fornecedores
A falta de produtos em estoque é um problema para as organizações, mas o contrário — o excesso de produtos — também é prejudicial.
O excesso implica em maiores custos, e possivelmente maiores perdas (em especial para produtos perecíveis).
Compartilhar seus sistemas da cadeia de suprimentos com seus fornecedores pode acabar com esse problema, uma vez que eles devem produzir e entregar de acordo com seus números de controle, à medida que seus estoques forem atingindo níveis mais baixos.
Para que isso funcione de maneira eficiente, é preciso contar com a tecnologia, para que o fornecedor tenha acesso à sua base de dados.
Os processos de ambas as organizações devem estar conectados, pois, caso não estejam em sincronia e vocês estejam contando somente com essa plataforma, a disponibilidade e a demanda estarão descasadas.
3. Melhore suas previsões de demanda para evitar faltas e desperdícios
Outra forma de gerir melhor sua cadeia de suprimentos é melhorando as previsões de demandas, tanto internas quanto externas.
Não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. E melhor, sempre, é ter o time por dentro da logística te ajudando.
A princípio, o melhor método de se prever a demanda é olhar para o passado e analisar o histórico de vendas da empresa.
Assim, se você quiser prever a demanda para o mês de julho, verifique os números relativos ao mês de julho do ano anterior, aplicando comparativos de crescimento dos períodos anteriores.
Com isso, chegamos até um primeiro rascunho de nossa projeção, que vai ganhando forma na medida em que outros fatores, como a flutuação do mercado e a possibilidade de imprevistos, são agregados a esta equação.
4. Identifique e se alie a parceiros inovadores e eficientes
Procure parceiros comerciais nos quais você enxerga capacidade inovadora, que demonstram potencial para lhe ajudar no desenvolvimento de novos processos ou que consigam de alguma forma contribuir para melhorar a eficiência no seu negócio.
E nem sempre tamanho e fama são essenciais. Às vezes, apostar nas promessas do setor – aquele fornecedor pequeno que ainda está construindo sua reputação – pode oferecer belas surpresas quanto a inovação, comprometimento e capacidade de entrega.
5. Integre as equipes envolvidas na sua cadeia de suprimentos
Para uma boa gestão da cadeia de suprimentos, é importante a integração das projeções de vendas feitas no planejamento estratégico da organização a outras etapas, como o planejamento de operações e produção, e também as finanças, com os custos orçamentários, fluxos de caixa e investimentos, garantindo assim um único plano de ação conciso e completo.
Até o marketing pode ser integrado, pois você pode conseguir monitorar quais campanhas de marketing tiveram melhor retorno, considerando a época de veiculação, as condições de mercado, fabricação e distribuição de peças e componentes, tudo sob a ótica da cadeia de suprimentos.
O planejamento de operações, alinhado com as vendas, pode oferecer o melhor ponto de equilíbrio entre a demanda dos clientes e a capacidade produtiva da organização.
6. Use um único software de gestão para a cadeia de suprimentos
Via de regra, a escolha de um software é um dos pontos mais importantes para sua gestão. Pesquise e escolha um software completo, integrado e utilizável para todos os âmbitos da sua organização.
Utilizar poucos (preferencialmente um) softwares garante mais eficiência e agilidade nos processos, além de minimizar possíveis erros humanos e situações inesperadas.
7. Monitore o desempenho dos seus fornecedores
Seus fornecedores são seus parceiros de negócio, e muitas vezes (em especial caso você possua poucos ou apenas um fornecedor de dado produto), a falha de um fornecedor pode ser suficiente para empacar o fluxo da cadeia de suprimentos, lhe causar um rombo orçamentário ou o descontentamento de seus clientes.
Por isso, vale estar sempre monitorando as atividades de seus fornecedores, garantindo sua eficiência, sua capacidade produtiva e seus bons resultados, resguardando assim qualquer erro vindo de fora da organização.
Para que uma organização se mantenha no topo, ela precisa estar sempre atenta não somente ao seu ambiente interno, mas também a todos aqueles envolvidos de alguma forma em seu processo produtivo, fazendo as devidas adequações e inclusive substituições, quando necessário.
E você, empreendedor, já vinha dando a devida atenção à cadeia de suprimentos de sua organização? Os processos de supply chain da sua empresa já estavam todos integrados?
Conte-nos suas experiências e assine nossa newsletter para se manter sempre atualizado.

domingo, 28 de junho de 2015

Porto de Mariel quer ser melhor conexão do Canal do Panamá

Porto de Mariel quer ser melhor conexão do Canal do Panamá

Inauguração do porto de Mariel, em Havana
AFP/ Adalberto Roque
Projeções do moderno terminal de contêineres cubano, que começou a operar em janeiro de 2014, foram analisadas em um painel durante a XII Panamá Maritime
Da EFE
Panamá - O terminal de contêineres do porto de Mariel, em Cuba, quer se transformar na melhor opção logística da região após a ampliação do Canal do Panamá, disse nesta segunda-feira (data local) um dos diretores do porto em uma reunião internacional que analisa o impacto da expansão da via interoceânica panamenha.
As projeções do moderno terminal de contêineres cubano, que começou a operar em janeiro de 2014, foram analisadas em um painel durante a XII Panamá Maritime sobre o futuro do setor portuário assim que as obras do Canal do Panamá sejam concluídas.
O diretor comercial do terminal de Mariel, Marcelo Lluveras, destacou a importância da expansão panamenha e as oportunidades que serão abertas para os portos que tenham condições de atender a nova demanda na região.

O projeto de ampliação do Canal de Panamá, iniciado em 2007 e com término previsto inicialmente em outubro de 2014, só ficará pronto em abril de 2016. O consórcio terceirizado que executa as obras e a administração do local trocam acusações sobre os motivos do atraso.
A partir do anúncio da expansão, Cuba definiu uma política integral de desenvolvimento no país e criou a zona especial de Mariel, indicou Lluveras. O objetivo é aumentar o comércio exterior da ilha, aproveitando da proximidade com o canal panamenho.
"Temos possibilidade de conexões com o mundo todo a partir da ampliação do Canal do Panamá. Nossa posição geográfica facilita a expansão em direção ao Caribe e à costa leste dos Estados Unidos. Podemos ser a melhor opção de porto de baldeio internacional na região. Nós realmente estamos no centro de todas as rotas, seja da Ásia, da Eruopa ou da costa leste e oeste da América Latina", apontou Lluveras.
O vice-presidente de marketing e vendas do Porto de Cartagena, na Colômbia, Giovanni Benedetti, disse à Agência Efe que Mariel tem uma oportunidade muito boa, e que a primeira etapa vai ser positiva, acompanhando a abertura proposta por Cuba recentemente.
Apesar disso, Benedetti afirmou que a posição geográfica de Mariel não é tão favorável assim. Cartagena, Panamá e Jamaica ainda seriam mais próximos do canal. O porto cubano só teria a seu favor "a grande zona franca que tem, em teoria, mais de 2 mil hectares".
"Uma forma de romper o bloqueio não é deixando que os bens fluam em direção a Cuba, mas que as companhias se instalem no país e os produtos saiam de Cuba para o exterior", afirmou.
A primeira etapa do novo terminal, que contou com financiamento brasileiro, é o coração da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, criada com objetivo de se transformar em um dos motores econômicos de Cuba e um foco de atração de capital estrangeiro.
Ferrovias, armazéns, canais e pontes são algumas das infraestruturas construídas no porto de Mariel, situado a cerca de 45 quilômetros ao oeste de Havana. As obras, feitas pela Odebrecht, custaram US$ 957 milhões, sendo US$ 682 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para a segunda etapa do projeto está previsto que o Brasil contribua com mais um segundo financiamento, da ordem de US$ 290 milhões, de acordo com fontes oficiais.
O terminal de contêineres de Mariel tem a capacidade de receber navios "Post-Panamax", com capacidade dobrada em relação aos usados atualmente e que, a partir da ampliação, poderão circular pela via marítima interoceânica.
Tópicos: CubaAmérica LatinaInfraestruturaLogísticaPortosTransportes

Governo lança carteira anual de projetos de infraestrutura

Governo lança carteira anual de projetos de infraestrutura


Mario Rodrigues/Veja SP
Infraestrutura brasileira tem muitos desafios pela frente
O governo deve lançar a cada ano, ou a cada dois anos, uma carteira de projetos de infraestrutura relacionada ao programa de concessões
Cynthia Decloedt, doEstadão Conteúdo
São Paulo - O diretor da secretaria executiva do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Fernando Soares, disse nesta quinta, 25, que o governo deve lançar a cada ano, ou a cada dois anos, uma carteira de projetos deinfraestrutura relacionada ao programa de concessões. Segundo ele, a ideia é manter um fluxo de projetos.
"Ano a ano, ou a cada dois anos, devemos lançar carteira de projetos de infraestrutura dentro do programa de concessões. O Programa de Investimento em Logística 2015-2018 foi o primeiro deles", afirmou durante 2º Encontro de Mercado de Capitais que acontece em São Paulo.
Sobre o programa, o diretor comentou que os quatro primeiros trechos de rodovias que serão licitados atendem à lógica de complementar o programa de concessões de logística anterior.

"Faz sentido porque, além da lógica de escoamento da safra agrícola e industrial, tem complementariedade ao PIL 1, está sendo construída uma rede de escoamento", afirmou.
Tópicos: Governo DilmaInfraestruturaLogística

sábado, 27 de junho de 2015

Ferrovias devem ficar de fora de concessões, dizem fontes

Ferrovias devem ficar de fora de concessões, dizem fontes

Ferrovia
Eugenio Savio/Veja
Ferrovia: Dilma convocou para o sábado uma reunião com ministros do setor de infraestrutura para tentar fechar o pacote
Leonardo Goy e Alonso Soto, daREUTERS
Brasília - O novo pacote de concessões de logística a ser lançado em breve pelo governo federal não deve incluir obras de novas ferrovias, pelo menos em um primeiro momento, e deve se concentrar em aeroportos e rodovias, informaram à Reuters três fontes do governo federal a par do assunto.
O plano de concessões em logística é a aposta do governo federal para aumentar o nível de investimentos do país e fomentar a economia em um momento de baixa atividade.
As novas concessões, principalmente as de aeroportos, que cobram outorgas dos vencedores, também podem ajudar o governo a atingir sua meta fiscal para o ano.

A presidente Dilma Rousseff convocou para o sábado uma reunião com ministros do setor de infraestrutura, incluindo o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o titular da Fazenda, Joaquim Levy, para tentar fechar o pacote.
"Acho muito difícil lançarmos esse ano projeto de ferrovias greenfield (obra nova, a ser construída)", disse uma fonte do governo que acompanha o assunto.
Essa fonte afirmou, porém, que o plano de concessões deve incluir trecho da ferrovia Norte-Sul entre Tocantins e São Paulo que já esteja concluído ou com a obra em andamento.
"Uma obra já pronta ou em andamento tem menos riscos do que construir uma ferrovia completamente nova", disse a fonte.
O governo ainda não conseguiu tirar do papel concessões de 11 mil quilômetros de novas ferrovias lançadas em 2012 por Dilma por não ter conseguido estabelecer um modelo considerado seguro e atrativo pelos investidores.
Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, o novo pacote não deve conter ferrovias porque ainda não existe consenso sobre o modelo a ser adotado.
"No ano passado, tínhamos um modelo pronto, mas agora o governo é outro e esse modelo não foi aprovado", disse a terceira fonte envolvida na formulação do pacote.
Uma das hipóteses que já teria sido discutida seria estruturar modelagens diferentes para ferrovias a serem construídas em diferentes regiões do país.
Assim, o projeto para ter uma linha férrea nova na região amazônica, por exemplo, teria um desenho diferente de outra a ser construída em regiões mais povoadas e com mais garantias de demanda, como no Sudeste.
O plano de leilões, então, deve se focar em novas concessões de aeroportos e rodovias. Entre os aeroportos, devem ser oferecidos aos investidores os terminais de Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, conforme antecipado por Barbosa em março.
Segundo uma das fontes, ainda não está definida como se dará a participação da estatal Infraero nas novas concessões de aeroportos e este seria um dos motivos para o plano ainda não ter sido anunciado.
Atualmente, a Infraero tem participação de 49 por cento nos aeroportos já concedidos. O governo federal, porém, já anunciou que estuda reduzir essa fatia da estatal.
Segundo uma das fontes, os leilões de rodovias do pacote devem incluir, pelo menos, os quatro trechos de estradas federais cujas concessões já haviam sido anunciadas pelo governo em 2014 e que estão com estudos em elaboração.
Os trechos são as BRs-476/153/282/480 entre Lapa (PR) e a divisa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, o trecho das BRs-163 e 230 entre o Mato Grosso e o Pará, das BRs-364 e 060 entre o Mato Grosso e Goiás e a BR-364 entre Goiás e Minas Gerais.
Nesta sexta-feira, o Ministério da Fazenda anunciou que estudará, juntamente com o Banco Mundial, mecanismos para ampliar a participação de investidores, brasileiros e estrangeiros, no financiamento de projetos de infraestrutura no Brasil.
*Texto atualizado às 19h54
Tópicos: ConcessõesPrivatizaçãoFerroviasSetor de transporteTransportes,GovernoInfraestruturaLogística

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Pacote de concessões: agora vai?

Pacote de concessões: agora vai?


BR-101 na sua passagem por Santa Catarinaq
Agência CNT
BR-101 na sua passagem por Santa Catarina, um dos trechos incluídos no pacote
São Paulo – O governo federal anunciou hoje um pacote de concessões deinfraestrutura, com previsão de R$ 198,4 bilhões em investimentos.
São R$ 69,2 bi entre 2015 e 2018 e R$ 129 bi a partir de 2019, divididos em:
 Previsão de investimentos
RodoviasR$ 66,1 bilhões
FerroviasR$ 86,4 bilhões
PortosR$ 37,4 bilhões
AeroportosR$ 8,5 bilhões
TotalR$ 198,4 bilhões
Por um lado, o anúncio busca melhorar as expectativas diante das dores do ajuste fiscal, cenário recessivo, conflitos com o Legislativo e popularidade do governo em baixa.

Na prática, mais da metade dos investimentos ficam para o próximo mandato e muitos projetos já estavam em pacotes anteriores:
“Efetivamente, não tem impacto esse ano. A ideia do governo é dar uma resposta para a tal da agenda positiva, sinalizando que estamos em um momento de ajuste, mas olhando à frente”, diz Ana Castelo, pesquisadora do IBRE/FGV.
O governo está em uma corda bamba de expectativas: o plano não pode ser pequeno demais para sinalizar timidez nem grande demais para sinalizar irrealismo.
Para João Rocha Lima, professor da Poli-USP e autor de estudo sobre infraestrutura, “é um plano de metas, não um plano estratégico”. Quase um quinto do valor anunciado é para uma ferrovia transcontinental até o Peru que não tem sequer plano de viabilidade pronto. 
Armando Castelar, do IBRE/FGV, diz que o plano “continua muito com a cara do que era antes, uma lista de projetos ao invés de uma estratégia de infraestrutura que levasse em conta problemas como o enfraquecimento das agências e o risco político”.
Modelos
A maior preocupação no momento parece ser a de mostrar condições mais amigáveis ao mercado e que a política econômica mudou também no campo da infraestrutura após os fiascos do primeiro mandato.
A primeira versão do Programa de Investimento em Logística, lançada em 2012, tinhas 11 mil quilômetros de ferrovias incluídas, mas nenhum trecho foi concedido à iniciativa privada nos moldes apresentados naquele ano.
O governo diz que desta vez, “poderá optar entre realizar os leilões por maior valor de outorga, menor tarifa ou compartilhamento de investimento”. Entre os aeroportos, outra mudança: a participação da Infraero deve variar entre 15% e os 49% da regra anterior. 
“Os cálculos eram feitos com uma taxa de retorno muito ruim, por isso que as concessões eram desertas. O que se vê de declarações do governo é que essa postura mudou para a visão de que a remuneração tem que ser atrativa para o capital estrangeiro, que também precisa se proteger do Custo Brasil e dos riscos de câmbio”, diz Lima.
No evento de hoje, a presidente classificou as medidas como uma “virada de página gradual e realista”. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse que o programa “aponta na direção correta”.
Para Castelar, a mudança é insuficiente: “se você faz igual ao que você fez no passado com condições ainda mais difíceis, porque esperar que o resultado seja melhor?”.
Setor privado
O diabo mora nos detalhes, e disso há pouco por enquanto, mas alguns sinais são auspiciosos. Ana lembra que "sempre se criticou o BNDES por assumir uma dimensão muito grande, então a iniciativa de lançar debêntures no mercado é algo interessante."
Não houve nada como a conversa infinita de 2012 sobre fixação de taxas de retorno e foi Levy quem subiu ao palco para falar sobre um maior envolvimento do mercado de capitais privados, ecoando o que havia dito em evento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
“Esse governo teve uma curva de aprendizado em como fazer concessões e está em um esforço de comunicação na direção correta. Estão construindo uma narrativa de concisão ao longo do tempo que traz mais tranquilidade e transparência no processo”, diz André Perfeito, da Gradual Investimentos.
Ele vê como sinal positivo a inclusão de aeroportos regionais e lembra que o mercado financeiro olha para um horizonte longo. Ironicamente, o pessimismo e o ajuste fazem com que nossas condições fiquem atrativas diante de outros emergentes menores.
“Esse pacote vai servir como termômetro e pode acabar sendo vendido até meio barato. As projeções é que inflação e juros caiam em 2016, com alguma recuperação econômica, e os investidores vão ter que pegar esse tipo de coisa. O Brasil é muito ruim visto do Brasil, mas não é tão ruim visto de fora”, diz André.
Tópicos: ConcessõesPrivatizaçãoInfraestruturaLogística

Governo autoriza estudos técnicos de 11 projetos rodoviários

Governo autoriza estudos técnicos de 11 projetos rodoviários


Rodovia
Wikimedia Commons
Rodovia: os 11 novos projetos abrangem 4.371 quilômetros de rodovias, com investimentos previstos de R$ 31,2 bilhões
Da REUTERS
Ministério dos Transportes publicou nesta quarta-feira editais para chamamento público que autoriza empresas privadas a promover estudos técnicos e de viabilidade para execução de 11 projetos rodoviários, incluídos na nova etapa do Programa de Investimento em Logística lançada na véspera.
Os 11 novos projetos abrangem 4.371 quilômetros de rodovias, com investimentos previstos de 31,2 bilhões de reais, além de novos investimentos em concessões existentes, de 15,3 bilhões de reais.
Os leilões de concessão dos novos trechos estão previstos para 2016.

O novo plano de infraestrutura, lançado pelo governo na terça-feira, prevê investimentos de quase 200 bilhões de reais em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, e faz parte do esforço da administração Dilma Rousseff de criar uma agenda positiva para o país e destravar os investimentos.
"Os estudos deverão considerar, para a futura concessão, obras como inclusão de contornos e variantes, e a exclusão, modificação e inclusão de segmentos da malha viária adjacente, bem como o fracionamento dos trechos em mais de uma concessão", disse o ministério em nota.
As empresas que entregarem propostas de Manifestação de Interesse (PMI) são incentivadas a propor inovações nos estudos e nas concessões, acrescentou o ministério.
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Investimentos em rodovias impulsiona comércio, diz CNC

Investimentos em rodovias impulsiona comércio, diz CNC


Agência Brasil/ Valter Campanato
Programa de Investimento em Logística - Nelson Barbosa
Lançamento do Programa de Investimento em Logística: Segundo economista, o programa carece ainda de regras mais claras para dar confiança ao investidor privado
Comércio é o setor que poderá ser diretamente beneficiado pelo Programa de Investimentos Logísticos (PIL): a maior parte dos produtos transportados no país usam rodovias para chegar ao comércio no atacado e no varejo, na ponta de toda a cadeia logística, disse à Agência Brasil a economista Izis Janote Ferreira, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
No entanto, segundo ela, apesar de positivo, o programa carece ainda de regras mais claras para dar confiança a uma peça importante de todo esse processo: o investidor privado.
A nova etapa do PIL, anunciada em 9 de junho, prevê a aplicação de um total de R$ 198,4 bilhões, com o objetivo de destravar a economia nos próximos anos. Os recursos serão usados em projetos de infraestrutura, pela iniciativa privada, como rodovias, ferrovias, aeroportos e portos.

“O programa tenta promover uma injeção de expectativas, na tentativa de criar um ambiente mais favorável para o comércio e à atividade econômica. Trata-se da promoção de uma agenda positiva com o intuito de apresentar soluções aos gargalos logísticos da economia brasileira”, disse Izis.
Mas, para obter o sucesso desejado, o governo necessita, segundo ela, usar regras de mercado claras para aumentar a confiança dos investidores nos projetos. “Apesar de incertezas [especialmente regulatórias] quanto à sua implementação, o programa deverá criar melhores condições, no médio e longo prazos, para a atividade comercial, bastante capilarizada no país”, acrescentou.
Izis destaca como aspecto positivo do projeto, a curto prazo, os efeitos que ele pode trazer ao setor rodoviário, em especial no que se refere à renovação e à ampliação de contratos referentes a investimentos em concessões já em curso e que não precisarão de novas licitações.
“Novas licitações [rodoviárias] já aprovadas e sem questionamentos jurídicos terão curso ao longo do ano de 2015, com reflexos mais imediatos na economia, tanto pelo viés do investimento, quanto pelos benefícios das próprias obras”, disse a economista.
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